Na manhã desta terça-feira (1°), o deputado estadual Wellington do Curso (PPS) utilizou a tribuna para solicitar que fosse destinada mais atenção à saúde pública e, ainda, aos casos das doenças que têm acometido a população, a exemplo da raiva, do calazar, leptospirose, dentre outras. 

Ao se pronunciar, Wellington traçou paralelo entre os constantes casos de cidadãos acometidos por doenças e a desativação do antigo Centro de Controle de Zoonoses da capital maranhense, o que, segundo ele, releva a postura negligente e irresponsável da Gestão Municipal.

O parlamentar destacou, ainda, proposição de sua autoria que solicita ao Governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, que adote providências a fim de evitar o aumento expressivo no número de casos de Microcefalia no Maranhão, já que 16 casos já foram notificados. O deputado fez referência, ainda, aos elevados índices de pessoas que morreram vítimas de calazar, o que evidencia a necessidade emergencial de se reativar a Unidade de Vigilância em Zoonoses e também adotar medidas que evitem o aumento no número de óbitos de pessoas vítimas de doenças causadas pelo Aedes Aegypti.

“Recentemente, o Ministério da Saúde realizou uma coletiva para tratar sobre os casos frequentes de microcefalia no Nordeste. Em nota à imprensa, anunciou-se estado de emergência na região. No Maranhão, em específico, há o registro de 16 casos, sendo 1.248 casos suspeitos de microcefalia no País. Paralelo ao iminente surto da doença e a sua relação com o Zica vírus, temos os casos de calazar, leptospirose, além de doenças causadas pelo Aedes aegypti. Apesar de tal realidade, infelizmente, a Prefeitura de São Luís, de forma negligente, omite-se dos cuidados básicos que evidenciariam a preocupação necessária quanto à saúde pública. Como ápice da negligência da Gestão Municipal, tem-se a presente situação do antigo Centro de Controle de Zoonoses, atual Unidade de Vigilância em Zoonoses, que foi interditado e até hoje não possui sede. Por não aceitarmos a postura negligente da Prefeitura como um mecanismo que expõe a vida de inúmeros ludovicense a risco, trazemos novamente à esta Casa a realidade que assola a população, objetivando assim combater as ações contínuas e lesivas à vida. Somente nesse ano, 44 casos já foram notificados na capital. No ano passado, ocorreu apenas um óbito na capital maranhense. Analisando-se o cenário nacional, percebemos que as demais cidades têm tido ações que evidenciam a preocupação dos gestores com a saúde pública, postura essa não observada em São Luís. Temos aqui por principal objetivo solicitar que sejam adotadas providências que zelem pela integridade física dos cidadãos e, assim, pelo bem mais precioso que o ser humano pode ter: a vida”, relatou.

Entenda a situação:
A Unidade de Vigilância em Zoonoses da capital está desativada, mantendo apenas a parte administrativa em funcionamento. A atitude negligente por parte da Prefeitura de São Luís vem expondo a população de São Luís ao sério risco de contrair doenças e agravos como a raiva, o calazar, a leptospirose e a proliferação do Aedes aegypti.

De acordo com o Fundo Nacional de Saúde, foi repassado à Secretaria Municipal de Saúde de São Luís um investimento equivalente a R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais). Tal valor seria direcionando à reforma ou ampliação do antigo Centro de Controle de Zoonoses. No entanto, a aplicação dos recursos acaba por ser questionável, tendo em vista que a UVZ está desativada.

Como conseguintes negativos do descaso da Prefeitura de São Luís em relação à saúde pública, somente em tal ano 44 casos de calazar humano (Leishmaniose visceral) já foram notificados na capital, sendo que em 2014 apenas um óbito foi registrado na capital maranhense e apenas em 2015 a capital totaliza 12 óbitos.

Quanto à microcefalia, o Ministério da Saúde informou a existência de 1.248 casos suspeitos no País, sendo 16 casos notificados no Maranhão, dentre 04 na capital.

Enquanto isso, mais de 15 mil animais permanecem abandonados e a UVZ continua desativada, o que expõe a população à risco e eleva o número de doenças e óbitos na capital maranhense.

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