Segundo o parlamentar, a formatação pactuada entre o Maranhão, o Ceará e o Piauí é prejudicial à economia do Estado.

Em entrevista à Rádio Verdes Mares, de São José de Ribamar, o deputado federal Hildo Rocha disse que o Governador Flávio Dino cometeu um grande erro ao aceitar que a formatação da Rota das Emoções tenha como porta de entrada o estado do Ceará. “Na forma como o acordo foi pactuado, não é bom para o Maranhão. O correto seria eleger Barreirinhas como a porta de entrada para a Rota, ou então São Luís. A maior parte do Delta das Américas está no Maranhão. Apenas 10% pertence ao Piauí. Além disso, o modelo exclui a capital do nosso Estado em benefício do Ceará. Eles estão vendendo ilusão para os maranhenses. As nossas belezas naturais que Deus nos vão servir para beneficiar o Ceará” , argumentou o parlamentar.

O acordo firmado nesta terça-feira (26), entre os governadores Flávio Dino (Maranhão); Camilo Santana (Ceará); e Wellington Dias (Piauí), marca o reinício das ações que tem como objetivo desenvolver o turismo em 14 cidades da Rota das Emoções. Ilha Grande, Parnaíba, Luís Correia e Cajueiro da Praia, no Piauí; Barreirinhas, Paulino Neves, Araioses, Tutóia e Santo Amaro no Maranhão; e Barroquinha, Camocim, Chaval, Cruz e Jijoca de Jericoacoara, no Ceará. “Podemos observar que eles excluíram todos os municípios do Munim: Morros, Icatu, Presidente Juscelino e Axixá. Humberto de Campos que fazem parte do parque dos lençóis”, observou.
Rocha enfatizou que o governador deveria ter feito uma pesquisa mais aprofundada a fim de se inteirar acerca do assunto. Segundo o deputado, a capital maranhense não poderia ter sido excluída do roteiro e advertiu que o governo deve apressar a conclusão do terminal de passageiros do aeroporto de Barreirinhas que foi iniciado pela Roseana Sarney. “Do jeito que está idealizado, a tendência é que os turistas passem mais tempo nos municípios do Ceará e do Piauí. Atualmente o turista que viaja de avião para os lençóis maranhenses, desce em São Luís, hospeda-se aqui e em seguida viaja para lá, passando de dois a três dias hospedados em uma das cidades daquela região. Da forma acordada pelo Flávio Dino, a cadeia produtiva do turismo maranhense tem pouco a ganhar porque os visitantes irão se hospedar, consumir e demandar serviços em maior escala nos Estados vizinhos que integram a Rota. Os hotéis, as empresas de transporte, os restaurantes, os prestadores de serviços instalados no Maranhão serão prejudicados”, destacou.

O projeto será gerenciado pela Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável (ADRS), organismo criado exclusivamente com o objetivo de promover e o apoiar a comercialização de produtos turísticos; a qualificação da mão de obra do setor; o fortalecimento da economia; e a geração de emprego e renda nos municípios integrantes.

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