Na manhã desta terça-feira (16), o deputado estadual Wellington do Curso (PPS) solicitou, mais uma vez, a implantação de Postos de Fiscalização fixos da Companhia de Polícia Militar Rodoviária Estadual. Ao reforçar o pedido, o parlamentar mencionou a proposição de sua autoria, feita no dia 23 de junho de 2015, na qual solicitava que fosse encaminhado expediente ao governador do Estado e ao secretário de Estado de Segurança Pública, a fim de que implantassem os postos.

Ao fundamentar a solicitação, Wellington mencionou que somente este ano, 16 ataques a agências bancárias já foram notificados no Maranhão, um número, segundo ele, exorbitante se comparado à média em 2015, já que no ano passado foram registrados 60 arrombamentos.

Para o deputado Wellington, faz-se necessário enfatizar a fiscalização nas fronteiras, a fim de atenuar a criminalidade nas vias de acesso às distintas cidades do Estado.

“As fronteiras maranhenses são importantes rotas para o crescimento e desenvolvimento do Estado. No entanto, é por tais fronteiras que criminosos, observando a fragilidade da fiscalização e controle, identificam a oportunidade de adentrar o território com produtos contrabandeados, armas, drogas e munições que alimentam a violência e, assim, o poder do crime organizado que age na sociedade.

Estatisticamente, observamos que apenas nos dois primeiros meses de 2016, já foram notificados 16 casos de ataque às agências bancárias. Em 2015, o número de casos registrados foi de 60. Segundo dados do Sindicato dos Bancários do Maranhão, entre o período de junho e dezembro, foram registrados 44 casos de arrombamento e ataques às agências bancárias. 

Se os Postos de Fiscalização tivessem sido implantados diante de nossa solicitação, talvez não tivéssemos tais casos e, possivelmente, não teríamos o alarmante número de 16 casos que demonstram a força da violência nos municípios de nosso estado. Enquanto nossa sistemática de fiscalização nas fronteiras permanece tendo a aleatoriedade como sinônimo, os criminosos esbanjam organização. Indiscutivelmente, as fronteiras são os meios através dos quais a violência entra e faz parte da cidade”, relatou o parlamentar.

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