No episódio onde o ex-presidente Lula foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento, ficou evidente que no Maranhão muitos daqueles que defenderam o petista estão com a memória curta ou pecaram pela incoerência.

A primeira incoerência foi demonstrada pelo próprio governador Flávio Dino, quando nas redes sociais criticou a decisão do juiz Sérgio Moro. Dino, assim como o Blog, entende que não haveria necessidade de Lula ser conduzido coercitivamente para prestar depoimento, pois sequer havia sido intimidado.

Entretanto, Dino não teve o mesmo posicionamento em novembro do ano passado no episódio envolvendo o ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murado, muito ao contrário. Naquela situação, foi ainda mais desnecessária a condução, uma vez que Murad já havia se colocado à disposição da Justiça.
Mas não foi só o governador que pecou pela incoerência ou demonstrou ter memória curta. No último sábado (5), um grupo de manifestantes contra Lula inflou o boneco Pixuleco, onde o ex-presidente estava vestido de presidiário.

Revoltados com essa atitude, alguns petistas e outros simpatizantes do presidente Lula, entre eles, o secretário de Esporte do Maranhão, Márcio Jardim, foram até a Praça Maria Aragão protestar contra o Pixuleco, pois estaria atingindo a honra do ex-presidente Lula.

Na confusão, alguns dos defensores de Lula acabaram furando, até mesmo com faca, o boneco Pixuleco.

A incoerência e a falta de memória desses que agiram dessa forma é que eles mesmo já agiram atingindo a honra de outros políticos aqui no Maranhão, como o ex-presidente José Sarney e a ex-governadora Roseana Sarney.

Muitos desses já participaram de diversos movimentos denominados Xô Sarney, Xô Rosengana. Já queimaram e enterraram bonecos simbolizando os dois políticos do Maranhão, mas curiosamente não entenderam que, naquele momento, também estavam atingindo a honra de Sarney e Roseana.

Infelizmente na política o que mais se presencia são episódios assim, que deixa latente a enorme quantidade de pessoas incoerentes e/ou com memórias curtas.

Blog Jorge Aragão 

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