Na votação do pacote anticorrupção na Câmara, PMDB, PT, PP, PR, PDT, PTB, PSC e PEN foram oficialmente contra o Ministério Público em todos os destaques importantes, que derrubaram ou alteraram vários pontos da proposta original.

Na contramão, o PHS, que tem apenas sete deputados, foi o partido que mais ficou do lado do Ministério Público nas votações relevantes e liberou seus parlamentares e ora orientou pela manutenção do teor que chegou ao plenário da Câmara.

O PT e o PP foram as legendas que mais apresentaram destaques para derrubar ou modificar os textos originais, foram três mudanças propostas por cada uma.

Os pedidos do PT enterraram a possibilidade de dificultar a prescrição dos crimes, de regular acordos de leniência, de exigir que condenados por crimes contra a administração pública reparem danos causados antes de progredir de regime prisional ou receber indulto.

Já o bloco do PP (que inclui PTB e PSC) solicitou que fossem derrubadas as tentativas de acelerar processos civis relativos a corrupção, de confiscar o patrimônio sem origem lícita de um condenado e de permitir que juízes suspendam um diretório de partido.

O plenário da Câmara passou a madrugada de quarta­feira (30) votando alterações do pacote anticorrupção, originalmente levado ao Congresso pelo Ministério Público Federal na forma de um projeto de iniciativa popular que reuniu 2 milhões de assinaturas.

O texto­base do pacote havia sido aprovado por quase unanimidade horas
antes.

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