O deputado usou a tribuna na manhã desta terça-feira (29) para se manifestar sobre a reestruturação do Banco do Brasil, que visa o fechamento de 14% das agências e demissão de mais de 9 mil funcionários.
“Dizem que o fechamento dessas agências reduz as despesas administrativas representando uma economia de R$ 750 milhões. Mas no primeiro semestre de 2016 o Banco do Brasil obteve um lucro de R$ 4,8 bilhões. Ou seja, o Banco do Brasil está muito longe de dar qualquer tipo de prejuízo.”, afirmou Zé Inácio.

O Maranhão vai perder 13 agências em 2017 e 248 funcionários serão aposentados em todo o estado do Maranhão. Em São Luís serão fechadas as agências do Anjo da Guarda, Deodoro e Hospital Materno Infantil. E no interior serão fechadas as agências de Açailândia, no Parque das Nações; Imperatriz, na Praça da Cultura. Serão transformados em postos de atendimentos as agências dos Bairros da Alemanha e Anil, aqui em São Luís, além das agências dos municípios de Amarante do Maranhão, Itinga do Maranhão, Lima Campos, Matões, Olho D’Água das Cunhãs e Parnarama.

“O que está sendo anunciado para acontecer com o Banco do Brasil não está acontecendo por acaso, isso é fruto do golpe que foi dado neste país e que as forças e lideranças políticas conservadoras do país, estão no alinhamento de retomar a política neoliberal que está sendo executada pelo governo Temer.”, afirmou o parlamentar.

Zé Inácio relembrou que o Banco do Brasil já passou por um Programa de Demissão Voluntária nos anos 90.

“E vendo hoje esse assunto como uma das principais manchetes dos jornais, eu tive a plena sensação de ter voltado ao passado em uma espécie de regressão, mais exatamente aos tempos em que Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso governaram o país e o Brasil passou a viver plenamente a era neoliberal.”, afirmou.

O deputado ressaltou ainda que a situação dos funcionários que aceitarem a demissão voluntária, estes enfrentarão grandes dificuldades, tendo em vista que o país está em plena recessão e o mercado de trabalho em baixa.

“O que será dessas pessoas, pergunto eu? Mais de 90% das pessoas que se demitiram nos anos 90 não conseguiram recolocação, os funcionários perderam o plano de assistência medica e até suas casas financiadas pelo banco, devido o aumento das prestações. Naquela época, Senhores Deputados, foram 28 suicídios contabilizados naquele período.”, disse.

Zé Inácio lembrou ainda a especulação de ser feita uma fusão entre o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, transferindo todas as operações da Caixa Econômica para o Banco do Brasil. Com exceção da área imobiliária, com isso a Caixa se transformaria em uma agência imobiliária, responsável exclusivamente pelo financiamento da casa própria.

O deputado também ressaltou a PEC dos gastos públicos, que traz como medida a reestruturação do Banco do Brasil.

“O plano de restruturação do Banco do Brasil se insere neste contexto geral de retiradas de direitos e de políticas de cortes de gastos que jogam nas costas dos trabalhadores a conta da crise.”, afirmou.

E lembrou da importâncias dos governos da Presidenta Dilma e do Presidente Lula, em que o Banco do Brasil foi decisivo para ajudar o Brasil enfrentar a crise financeira de 2008 e 2009, além de ter sido fundamental durante o processo de implementação de políticas públicas fundamentais para a redução da pobreza e da desigualdade.

Zé Inácio finalizou dizendo: “Lutamos por um Banco Público que forneça crédito aos trabalhadores e para os pequenos produtores. Como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o PRONAF e do BB Crédito Acessibilidade, assim como também do microcrédito produtivo orientado. Um Banco do Brasil que esteja a serviço da maioria da população, realizando o financiamento no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida, do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior, o FIES. Programas Sociais que desempenham importante papel na promoção de políticas públicas que estejam alinhadas a missão de servir ao público, um banco que respeita o povo e seus funcionários.”.

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