Em todo o ano de 2016, 793 pessoas morreram na Região Metropolitana de São Luís de forma violenta. Na metodologia utilizada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) durante todo o ano foram 643 crimes violentos intencionais, ou seja, aqueles em que a pessoa teve intenção de matar. São mortes como a de Antônio Marcos Ferreira Oliveira, de 40 anos assassinado na noite de sexta-­feira, 23, na Vila Janaína.

Ele teria sido agredido por um grupo, a mando da esposa Organete Lima Sousa, de 43 anos, que sofria com as ameaças do marido, e depois teve a cabeça cortada com um facão. A princípio, pensou­-e que o crime teria relação com o tráfico de drogas, mas a prisão de um adolescente, envolvido na ação, elucidou o caso.

Nessa ótica, fevereiro foi o mês mais violento do ano, com 71 crimes registrados, seguido por julho com 68, enquanto que abril e junho foram os que menos tiveram mortes, 46 cada um Já 31 pessoas foram vítimas de latrocínios, roubos seguidos de mortes. Um dos casos que causou mais repercussão foi a morte de Leidaiana Gomes Saraiva.

A vítima, de 31 anos, estava chegando a sua residência, na Cidade Operária, quando foi abordada por criminosos. Ela teria reagido e acabou alvejada com três tiros na cabeça pelos assaltantes, que fugiram em bicicletas. Leidaiana ainda foi levada para o Hospital Socorrão II, mas morreu antes de ser submetida a tratamento cirúrgico.

Setembro foi um dos meses com maior concentração de latrocínios no ano, com cinco no total. Agosto também teve cinco latrocínios, enquanto que junho liderou a lista com seis crimes desse tipo. Outro dado que chama a atenção é a quantidade de pessoas que foram mortas em confronto com a polícia, 35.

Junho e julho tiveram 12 mortes desse tipo, seis cada um. Geralmente são casos em que bandidos tentam fuga e acabam trocando tiros com a polícia. Foi o caso da mortes de Alfran William Vieira Sodré, de 19 anos, e Jefferson Correa, o Galego, de 18 anos. O primeiro, em companhia de seu cúmplice, Daniel Bastos dos Santos, de 21 anos, teria tomado de assalto, em 16 de junho, uma motocicleta na área do Maracanã. A polícia foi avisada e localizou os suspeitos, que tentaram fugir. Durante a perseguição policial, eles atirara contra a guarnição, que revidou. Na troca de tiros, uma das balas atingiu Alfran.

Ele ainda foi levado para Hospital Socorrão II, na área da Cidade Operária, mas já chegou sem vida. Já o Galego, em companhia de mais três assaltantes, Lucas Santos Matos, Luis Fernando Conceição Silva e William Jardim Saraiva, teria tomado de assalto, no dia 15 do mesmo mês, um carro, no Parque Vitória, na cidade de São José de Ribamar.

A polícia foi comunicada sobre o assalto encontrou a quadrilha já de noite. Houve o confronto e Jefferson Correa foi alvejado no tórax. Ele ainda foi levado pelos militares para a Unidade de Pronto de Atendimento (UPA) do Parque Vitória, mas morreu antes de ser submetido ao tratamento cirúrgico. Os outros assaltantes foram presos e conduzidos para o Plantão de Polícia Civil do Cohatrac.

No ano, ainda houveram sete pessoas que morreram dentro de unidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Um desses mortos foi Giheliton de Jesus Santos Silva, assassinado na tarde de 13 de junho, na Penitenciária Regional de São Luís (PRSLZ), antigo PSL III.

Segundo levantamentos da Supervisão de Segurança Interna (SSI), a vítima trabalhava na faxina da área de ‘encontro íntimo’, da unidade prisional, quando, por volta das 15h, teria se desentendido com os colegas de cela, da mesma facção; e sido agredido por eles com cabos de vassoura. A vítima foi socorrida às pressas, mas faleceu a caminho do Hospital Municipal Socorrão II. Ismael Fernando dos Santos, Herbert dos Santos Silva e Isaque Almeida Silva foram identificados como suspeitos do crime.

Do Estado do Maranhão

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