Siderúrgica afirma que continuará com suas atividades em Açailândia e região

Em meio a uma das crises econômicas mais temidas em todo país, com recessão em praticamente todos os setores, o medo do desemprego é iminente a milhões de trabalhadores, especialmente àqueles ligados a indústria e construção civil.

A crise e o desemprego tornou-se ainda mais evidente em Açailândia, que com o fechamento de siderúrgicas e outras indústrias, deixou centenas de desempregados, agravando as condições econômicas e sociais no município.Sede da Viena Siderúrgica em Açailândia / Foto: Reprodução

Para piorar ainda o quadro, no final do ano a empresa Suzano Papel e Celulose comprou os ativos florestais e imobiliários da Companhia Siderúrgica Vale do Pindaré, do grupo Queiroz Galvão, aumentando consideravelmente o número de homens e mulheres desempregados em Açailândia.

Além da Pindaré, na ocasião a Suzano também anunciou a compra da Cosima – Siderúrgica do Maranhão, ambas no valor equivalente a US$ 245 milhões. E não ficou por aí, a empresa de Celulose ainda adquiriu uma central hidrelétrica da Macuri Energética, da Queiroz Energia.

Ao todo, foram mais de 75 mil hectares de terras no Maranhão e também no Tocantins, destes sendo a maioria – em torno de 40 mil hectares-, agricultáveis ou com florestas plantadas. O objetivo é incrementar o abastecimento de madeira para a unidade da Suzano em Imperatriz, que segundo informações extraoficiais produz pouco mais da metade da sua capacidade total.
Viena Siderúrgica

A Viena Siderúrgica S.A. entrou em operação em Açailândia em 1988. É uma das maiores produtoras e exportadoras de ferro-gusa do Brasil, possuindo cinco altos-fornos, com uma capacidade instalada de 500.000 toneladas anuais, contudo, atualmente, somente três estão em funcionamento. A empresa emprega cerca de 500 trabalhadores diretamente na usina localiza no Distrito do Pequiá.

Para atender um dos seus objetivos básicos, a de produção de “gusa verde”, a Viena planta florestas desde 1.989, possuindo atualmente 30.261 hectares reflorestados, já atingindo a sua autossuficiência em área plantada para o nível de produção atual.

Com isto a empresa gera mais de 2.500 empregos entre diretos e indiretos na cadeia produtiva, contribuindo para a melhoria da renda de milhares de famílias e também na arrecadação de impostos para o município e estado.
Boatos

Na semana passada foi divulgada em mídias eletrônicas e sociais uma suposta transação de compra dos ativos florestais da Viena Siderúrgica pela Suzano Celulose, causando um verdadeiro ‘desespero’ em funcionários da empresa e na população de modo em geral. O temor era que com a compra diversos postos de trabalhos fossem extintos, assim como aconteceu com a Pindaré, agravando o quadro do desemprego na cidade.
Suzano Papel Celulose em Imperatriz / Foto: Reprodução

Contudo em entrevista a Agência CMA, publicada no dia 09 de fevereiro deste ano, o diretor financeiro da empresa, Marcelo Bacci, afirmou que a Suzano não pretendia fazer novas grandes aquisições de floresta como no final do quarto trimestre de 2016, quando a companhia adquiriu quase R$ 800 milhões em florestas. “Foi a última aquisição relevante em termos de terras e florestas. Não temos perspectivas de nenhuma aquisição relevante durante 2017, não descartamos operações pequenas”.

Diante dos boatos crescentes em Açailândia, a Viena enviou na manhã desta terça-feira (21), ao Jornal do Maranhão, uma nota de esclarecimento desmentindo todo e qualquer boato sobre possível negociação. Veja a nota na íntegra abaixo:
Nota a imprensa

A Viena Siderúrgica S/A, em atenção aos boatos surgidos na cidade e nas mídias sociais desde a semana passada, acerca de venda de seus ativos florestais, vem a público declarar que os mesmos não condizem com a verdade e que a mesma continua investindo na região de Açailândia e comprometida com as atividades operacionais, nas suas relações com o mercado e com a sociedade na qual está inserida, razão indissociável de sua existência.

Açailândia (MA), 21 de fevereiro de 2017.

Jornal do Maranhao 

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