Ciro Gomes, candidato à Presidência da República pelo PDT
Ciro Gomes, candidato à Presidência da República pelo PDT
O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, foi irônico ao comentar nesta quarta-feira a possibilidade de que o segundo turno das eleições se dê entre Jair Bolsonaro (PSL) e um nome do PT. Questionado sobre esse cenário e se estaria aberto a uma aliança com outros candidatos de centro em busca do voto útil, ele devolveu a pergunta:
— Vale morrer? — disse Ciro, que completou: — Precisamos desesperadamente dar uma saída que não seja extremista, que não seja demagógica, que não seja mentirosa, que não simplifique o problema,porque o nosso povo não merece sofrer mais do que já está sofrendo. Vou lutar com o que tiver, vou pedir a Deus toda a energia.

Ciro ainda repetiu a mesma declaração que na nesta terça-feira, quando afirmou que pesquisas são um retrato de momento e que a vida não é um retrato, mas um filme. Nesta quarta-feira, o Datafolha publicou seu primeiro levantamento após o registro das candidaturas. No cenário em que aparece como possibilidade de voto, o ex-presidente Lula lidera a pesquisa com 39% das intenções de voto. Sem ele, Bolsonaro aparece na frente com 22%.

O ex-governador do Ceará fez, pelo segundo dia, uma agenda na região metropolitana de São Paulo. O conjunto de cidades, por vários anos, foi considerado um bastião de votos para o PT. Durante o corpo a corpo, ele aproveitou para se posicionar contra a proposta de Bolsonaro de liberar o porte de armas. O candidato lembrou que o próprio Bolsonaro já foi assaltado e teve que entregar sua pistola.

— Se um capitão treinado, vítima do efeito surpresa do assaltante, entrega a arma, o que dizer da imensa maioria do nosso povo? É um grosseiro equívoco achar que vai estabelecer paz armando as pessoas. É um grosseiro equívoco que só daria num banho de sangue que precisamos evitar.

Durante a caminhada que realizou no centro de Osasco, o político tirou selfies com eleitores e comeu um cachorro quente. Em duas ocasiões foi cobrado por eleitores. Um deles o questionou sobre as ligações de sua companheira de chapa, Kátia Abreu, com o agronegócio, e como seria possível realizar uma reforma agrária ao lado dela. Segundo Ciro, a ligação de Kátia com o agronegócio não é incompatível com uma eventual reforma agrária. O candidato, no entanto, sugeriu para que o eleitor votasse no candidato do PSOL, Guilherme Boulos.

Em outra ocasião, após cumprimentar moradores de rua, Ciro foi indagado por uma eleitora que cobrava por que ele não diminuía seu próprio salário para ajudar as pessoas naquela situação. O candidato alegou que tirou 40 mil pessoas da rua quando governou Fortaleza. Sua mulher, Giselle Bezerra, conversou pessoalmente com a eleitora.

O político do PDT também respondeu a uma carta que o presidente Michel Temer enviou ao cantor Caetano Veloso, simpatizante de Ciro Gomes. O músico publicou em suas redes sociais uma comparação entre o pedetista e o atual presidente. Na carta, Temer chama Ciro de “pigmeu político”.

— Ser insultado pelo presidente mais odiado da História me parece ser uma medalha que eu quero que o povo preste atenção. (O Temer) Elogia o Alckmin, elogia o Meirelles e me critica azedamente. Sai até da postura de fá-lo-ia, fá-lo-ei. O senhor Michel Temer é o chefe de quadrilha, todo mundo está cansado de saber disso e eu vou denunciar isso até a última hora — denunciou Ciro.

Fonte: O GLOBO

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