Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, esta semana, o deputado estadual Júnior Verde (PRB) destacou os preparativos para a realização de um seminário que pretende realizar nos próximos dias, para tratar sobre o desenvolvimento portuário do Maranhão. O parlamentar afirmou que o tema é importante por conta de o Estado possuir um dos maiores portos do país, o Itaqui, por onde saem e chegam dezenas de tipos de produtos, movimentando riqueza e gerando empregos.

O deputado conduziu na última terça-feira (16) uma reunião na Sala das Comissões para definir as estratégias para a realização do seminário focado no desenvolvimento portuário do estado.

“O porto do Itaqui é reconhecido mundialmente pela importância estratégica e por ser um dos poucos portos no mundo que pode receber navios com mais de 200 mil DWT. Tem potencial imenso e por isso, precisa se desenvolver. Já fizemos, antes, um seminário, inclusive com apoio do Professor Oyama, que estava presente nessa sessão. O professor nos ajudou a formalizar essa iniciativa, que permitirá discutir um tema relevante para a logística do desenvolvimento deste país”, contou.

Na reunião preparatória, participaram representantes da Petrobrás, do Banco do Nordeste e de empresas do setor portuário, oportunidade em que discutiram a necessidade de, mais uma vez, fazer uma reedição ou um fórum para aprofundar a questão portuária do Estado.

“Eu faço referência à questão portuária, hoje, porque devemos desenvolver a economia no Maranhão. Como é que nós conseguimos desenvolver a economia do estado? Ora, primeiro precisamos dar atrativos para que as empresas se instalem no Maranhão. Temos um porto, temos nossas BR’s, temos nossas ferrovias, tudo que é condicionante como elo de um processo para o desenvolvimento econômico e que permita fazer com que elas possam aqui se instalar”, analisou.

INFRAESTRUTURA

De acordo com o parlamentar, é preciso, também, conceder incentivos fiscais para que as empresas se instalem e gerem empregos que só virão se houver investimentos na infraestrutura. “Precisamos ampliar a nossa capacidade de recebimento de navios. Quando a gente está na Litorânea, na praia, na orla marítima aqui de São Luís, vemos os navios ali, aguardando para poder atracar, carregar ou descarregar. Aí você percebe, ali, uma fila. Aquela fila não é uma fila que seria a princípio normal, porque o que se quer é que se tenha mais praticidade, facilidade. Cada navio parado significa dizer que há uma perda no que se refere a custo/benefício, porque há um custo pela estada do navio, ali, naquele momento. Então é preciso dar celeridade, ampliar a capacidade portuária do Maranhão”, finalizou.

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